Venha descobrir tudo o que permanece o mesmo e muda completamente no novo livro de Dan Brown.

Para os fãs de Dan Brown, o final de 2025 trouxe uma notícia há muito esperada: depois de oito anos desde a última aparição de seu personagem Robert Langdon em um livro, o autor lançou mais um suspense - dessa vez intitulado O segredo Final.

No entanto, apesar da presença do seu protagonista mais popular, a obra surpreendeu os leitores com o enredo e o final pouco usuais.

A série

Embora Dan Brown já tivesse publicado outros títulos de sucesso antes, foi só em 2003 que ele alcançou a marca de best seller com O Código Da Vinci. Nele, reencontramos o renomado professor de simbologia de Harvard, Robert Langdon.

Sendo apresentado no livro anterior, Anjos e Demônios (2000), Langdon continua ganhando fama por seu envolvimento com estranhos mistérios envolvendo arte, organizações secretas e conspirações históricas, mesmo que contra sua vontade. Logo, a série se tornou tão popular que ganhou três adaptações cinematográficas com Tom Hanks no papel principal.

Tom Hanks atuando como Robert Langdon em Anjos e Demônios, filme de 2009. (Imagem:Divulgação/Wikipedia)

O segredo para tanto sucesso de vendas está na inspiração vinda de organizações e acontecimentos reais, misturadas a teorias de conspiração famosas na época de lançamento dos livros.

Temos desde os Illuminati e a Igreja Católica, nas obras já mencionadas, até a maçonaria, em O Símbolo Perdido (2009); um vírus criado em laboratório para provocar uma pandemia, em Inferno (2013); e a inteligência artificial que se volta contra o seu criado, em A Origem (2017).

Também ajudam a cativar o leitor as personagens femininas que se vêem levadas a ajudar o professor em suas investigações por museus e monumentos. Sempre belas e inteligentes, elas são responsáveis por criar a tensão romântica presente em todos os livros, ainda que disso nunca surja um relacionamento duradouro para Langdon.

O clássico funciona. Pelo menos até a última obra de Dan Brown, O Segredo Final. (Atenção! Teremos alguns spoilers a seguir, mas não o suficiente para estragar a sua experiência se você for ler o livro pela primeira vez.)

Nova proposta

Quebrando todas as expectativas, Langdon inicia sua nova aventura em um relacionamento com Katherine Solomon, sua antiga amiga e coadjuvante em o Símbolo Perdido.

Ambos estão em Praga para uma palestra revolucionária de Katherine sobre o livro que está prestes a publicar e que promete abalar tudo o que conhecemos sobre a consciência humana.

Praga, cidade na República Tcheca que foi escolhida para sediar a trama de O Segredo Final. (Imagem:Divulgação/MemorialTur)

Porém, quando ela desaparece junto com o manuscrito de seu livro, o professor de Harvard se vê perseguido por mais uma organização poderosa e por monstros saídos da mitologia.

Ao contrário dos enredos anteriores, desde o início o embate entre espiritualidade e ciência ganha destaque com seus lados equilibrados e permeados por dúvida. Assim, temos todas as reviravoltas e suspense que se tornaram companheiros de Langdon, mas com um respiro de inovação muito bem-vindo.

Por outro lado, também chama atenção o tom patriótico, antes muito mais sutil e implícito, do livro. Assim como seus protagonistas, Dan Brown parece se posicionar a favor de medidas extremas para defender a vantagem geopolítica de seu país.

Não podemos deixar de notar como essa repentina mudança coincide com os acontecimentos internacionais recentes - e contemporâneos ao lançamento da obra, em setembro de 2025. O imperdoável é justificável desde que sirva para proteger os Estados Unidos de forças do mal que os ameaçam.

E com isso o final decepciona, não fazendo jus a um enredo tão bem construído e com tantas possibilidades de problemáticas a serem, se não resolvidas, mas pelo menos melhor abordadas.

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