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Análise de Monster Hunter: World

Análise, Jogos

Recebemos Monster Hunter: World para análise e apesar de ter demorado um pouco, eis o que achamos.

O jogo começa com caçadores indo em direção ao Novo Mundo seguindo um Dragão Ancião. A primeira coisa a ser feita é criar e customizar o seu personagem e o seu Amigato (seu companheiro felino de todas as horas, por que afinal, quem não gosta de gatinhos?). Durante a viagem o navio é atacado pelo dragão ancião que vocês estão seguindo; e claro que o afunda. Você escapa, e vai parar no novo continente, longe de tudo e de todos; e acaba sendo perseguido por monstros até encontrar ajuda e conseguir chegar em Astera onde estão todos os caçadores e o seu Amigato.

Em Astera uma das primeiras coisas a ser feita é escolher uma das 14 armas que estão disponíveis. Cada arma tem suas habilidades e golpes específicos, e se você não treinar um pouco na área de testes acessada pelo seu quarto, você vai passar por maus bocados durante as caçadas (ou não, tudo depende do seu estilo de jogo). Essas armas, o seu equipamento e o equipamento do seu Amigato podem ser modificadas (os famosos upgrades) usando itens adquiridos durante as caçadas e/ou exploração.

Existem vários tipos de missões para serem realizadas, as principais que fazem a história andar e as opcionais (como investigações ou eventos). Falando na história, a narrativa é um pouco superficial, e pelo menos não achei a história tão interessante, a ponto de querer terminar uma missão principal e começar a próxima para saber o que está acontecendo.

Muitas vezes as missões acabam sendo muito repetitivas, o que acaba tirando a graça do jogo, principalmente se você está jogando sozinho. No quesito comportamento animal, os monstros se comportam como criaturas vivas: atacam quando nervosos ou encurralados, fogem para tentar se recuperar quando estão fracos (e lá vai você achar o ser novamente). As inteligências artificiais dos bichos são realmente impressionantes, assim bem como suas escolhas, tipo o Kulu Ya Ku que cava uma pedra e começa a te acertar, isso porque ele é um bicho passivo. Essas decisões das IA’s tornam mais dinâmicas e bem únicas cada batalha com os monstros de Astera.

Em certos momentos o mapa do jogo mais prejudica do que ajuda. Às vezes você vai seguir o mapa e acaba se perdendo. O mapa muda dependendo se você está em um nível superior ou inferior, porém ele não te indica isso. E isso é confuso. Analisando bem a situação, quando se trata de uma caçada e a exploração de um novo mundo, o mapa realmente não lá uma das melhores coisas mesmo. Só que o problema de o minimapa é que a câmera tem uma direção e o seu personagem outra. Isso confunde demais. Não sei se o objetivo era esse. Porém, se era, conseguiu passar a impressão de que você está em um mundo e você sabe pouco dele, o mapa não ajuda muito, você deve se guiar mais pelo seu instinto caçador e analisando os rastros que os animais deixam. 

Falando em coisas confusas, há momentos onde várias coisas pipocam na tela ao mesmo tempo e você fica sem saber o que fazer, se segue o monstro que está caçando ou se explora o ambiente e os itens destacados pelos guialumes (ou como diria meu amigo, as fadinhas verdes do absinto). Os guialumes encontram evidências do monstro que você está caçando, porém também iluminam todo e qualquer objeto do cenário que você pode pegar e guardar no seu inventário, que poderão ser usado nos acampamentos para a criação de munição, poções ou até alimentos. O maior problema disso é que você perde o rumo que estava seguindo. Sem contar que, às vezes você está lá feliz e contente lutando com a sua presa, e outro monstro aparece no meio da batalha, podendo ou atacar a sua presa ou mesmo você. No primeiro caso isso é bom, já no segundo… 

Para jogar sozinho, é um jogo até que legalzinho, porém entediante depois de algum tempo. Claro que existe a opção de jogar online com os seus amigos ou iniciar uma missão aberta para que qualquer caçador do mesmo nível  (ou de nível superior) possa se juntar a você; o que deixa o jogo mais divertido. Para quem já é fã da série, o jogo não deixa nada a desejar. Para quem não é fã e gosta de jogar online, vá e frente e divirta-se. Se você não gosta de jogar online, talvez esse não seja o jogo pra você, porém vai do gosto do freguês.

Celina Campos

Médica, viciada em livros, filmes, séries, jogos e mangá.