Not a Hero: análise de DCL de Resident Evil 7

Análise

Lançado dia 12 de Dezembro, Not a Hero, ou simplesmente Não-Herói, DLC de Resident Evil 7 traz uma nova versão dos fatos acontecidos no interior da propriedade dos Baker.

Nesse novo conteúdo você assumirá o ponto de vista de um dos personagens mais icônicos da série de Resident Evil, que deixou um pequeno gosto e curiosidade sobre sua aparição e o que acontece no final da história do RE 7 normal, o qual ele aparece trabalhando para a Umbrella Corporation.

Bom, quem jogou RE 7 sabe o quanto Lucas Baker é uma espécie de John Kramer com zumbis a disposição. E isso é o ponto crucial desse novo conteúdo. Retomando um pouco a história de RE 7, onde Ethan deixa Lucas para escapar do pesadelo e resolver suas pendências com Mia e sua “filha”, o que deixa uma pequena ponta solta sobre o que aconteceu com ele. Bom, no início da história desse novo conteúdo, Chris está a procura dele. O objetivo é retorná-lo com vida.

Entretanto, com uma esperteza tamanha, Lucas acaba sequestrando 3 soldados, que se tornam um dos motivos pelos quais Chris se infiltra nas minas da família Baker. Entrando lá, ele descobre todos os podres que Lucas fez, todos os experimentos com os vírus e tudo mais.

Resolvendo puzzles e muitas vezes, monstros que não tem como matar, Chris se enfia novamente em meio a um pesadelo que não parece ter fim.

Mas vamos ao que importa!!

A interface

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Eu preciso dizer que a Capcom fez um trabalho excelente em como ela repensou toda a HUD do jogo pra essa DLC. Se lembrarmos e fizermos um gancho com a história de Ethan, faz todo sentido que a hud do jogo seja o relógio de vida dele, o que chamamos de interface diegética, quando ela está totalmente inserida no jogo. Um exemplo clássico para reparar isso é o nosso antigo amigo Dead Space. Mas o ponto não é esse, a HUD de Not a Hero foge totalmente disso, e faz com que todas as informações, sejam vida e munição, fiquem a disposição no visor do capacete do Chris. O que faz sentido, já que ele precisa usar uma máscara de drenagem de oxigênio, devido a um gás nocivo.

A renderização

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No que se trata de renderização, deu para perceber que não vimos nem metade do que a RE Engine é capaz de processar em RE 7, e já tivemos uma nova experiência de cutscene logo na intro da DLC. Não só as configurações de material, mas como tudo casa perfeitamente. Estou sentindo realmente que a RE Engine vai manter um novo padrão de renderização em tempo real.

A história

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Já sabemos o quanto o Lucas é um psicopata, mas agora fica muito claro. O que me faz recordar o quanto Jack pede desculpas a Ethan por sua família e os defende, dizendo que não são assassinos. A pergunta que fica no ar era: será que Ethan alucinou com isso para que ele não se sentisse tão culpado assim? Mas é claro que, obviamente as pessoas no jogo não são más. Tirando o Lucas, claro. Mas mesmo assim. Jack entrou pra história com algumas das boss fights mais insanas que eu tive o prazer de jogar.
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A conclusão não seria das piores. Not a Hero trouxe um conteúdo novo e devidamente pensado para não estragar uma história de um personagem icônico. E isso realmente funcionou.

#UmbrellaCorporation
Matheus Bigogno

Estudante do curso superior de Jogos Digitais. Começou como estudante de Ciência da Computação, mas sempre soube que sua vida iria envolver jogos de alguma forma. Amante de quadrinhos, principalmente a linha da Vertigo, seriados, e filmes. Ama a cultura pop, nerd, e geek. Fã de um bom Rock Progressivo, ama bandas como Pink Floyd, Genesis, Rush e Jethro Tull. Escreve em blogs desde 2010, sempre gostou do formato e de tudo que envolve essa arte. Gosta de escrever sobre tudo: a vida, o Universo e tudo mais.