Assassinato no Expresso do Oriente: Análise sem spoilers

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Até porque dificilmente nao tem como falar desse filme e dizer alguma coisa. Até porque, se você é fã de Agatha Christie, não tem como esse filme você tomar algum spoiler dele. Só o nome já é um spoiler ambulante. Entretanto, o que faz com que Assassinato no Expresso do Oriente, uma obra dentre muitas dentre as do detetive Hercules Hercule Poirot seja tão aclamada pelo público e tão intensa, que mereça uma nova versão?

Poirot é muito conhecido pela sua balança da Justiça do certo e o errado, e que o ser humano é civilizado e sabe muito bem o que está fazendo. Mas o ponto é justamente: a beleza de juntar pessoas aparentemente sem conexão alguma, precisando de ir de um lado a outro, em uma conexão onde o frio pode ser tão cruel quanto a natureza humana.

  • Pilar Estravados: enfermeira que viu atrocidades as quais ninguém seria capaz de lidar. Achou sua paz em uma conversão a religião e a Deus.
  • Gerhard Hardman: Professor de Engenharia, mas na verdade é um ex policial disfarçado.
  • Princesa Dragomiroff: a realeza definitivamente subiu a mente dela.
  •  Samuel Ratchett: Não é inocente, mas ninguém deveria ser extinguido do mundo.
  • Hector MacQueen: contador de Ratchett.
  • Edward Henry Masterman: Mordomo pessoal de Ratchett.
  • Dr. Arbuthnot: Na época que se passa a história, infelizmente a cor da pele importa, principalmente se você for um médico.
  • Caroline Hubbard: Bonita e sedutora, pouco sabe-se sobre o passado dela, só que teve dois maridos, ou talvez um só.
  • Mary Debenham: Governanta que garante o trabalho pelo qual foi contratada.
  • Bouc: Apesar do nepotismo o ter levado ao cargo de administrador do Expresso do Oriente, ele se mostra engajado na busca pelo assassino.
  • Hildegarde Schmidt: Serviçal da Princesa Dragomiroff.
  • Helena Andrenyi: Condessa, especialista em dança, atormentada pelos fantasmas do passado.
  • Pierre Michel: Condutor fiel do trem, nada passaria por aqueles olhos de águia.
  •  Biniamino Marquez: Exímio entendedor de carros, chofer nas horas vagas. Se o assunto for carros, é certo com quem se pode contar.

Doze estranhos presos em uma nevasca. Desde 1934 até hoje essa história demonstra o quanto tais arquétipos podem ser muito bem utilizados. E obviamente, as cenas bem dirigidas, principalmente a cena em que os 12 suspeitos estão no túnel, esperando para serem embarcados no trem, que se parece com a última ceia de Da Vinci, todos sentados em torno de sua Messias. Uma cena bem categórica e bem disposta. Carregando mais significado do que o tempo de duração dela pode demonstrar.

As críticas negativas sobre não ser algo novo sinceramente me faz pensar que nunca vai agradar o povo. Se mexem no enredo já consolidado, desde 34, reclamam, se mantém igual, reclamam. É impressionante.Oriente

É difícil não comparar com outras adaptações, como a de 74, ou até mesmo a brilhante atuação de David Suchet como Poirot na memorável série que conseguiu adaptar todos os contos e livros do detetive. O filme não fica muito atrás, se tornando uma produção cara, com muitos efeitos especiais, principalmente envolvendo as partes externas do trem. O filme é bom, e é uma história que vale a pena ser revivida por outros pontos de vistas e boas atuações.

 

 

 

Matheus Bigogno

Estudante do curso superior de Jogos Digitais. Começou como estudante de Ciência da Computação, mas sempre soube que sua vida iria envolver jogos de alguma forma. Amante de quadrinhos, principalmente a linha da Vertigo, seriados, e filmes. Ama a cultura pop, nerd, e geek. Fã de um bom Rock Progressivo, ama bandas como Pink Floyd, Genesis, Rush e Jethro Tull. Escreve em blogs desde 2010, sempre gostou do formato e de tudo que envolve essa arte. Gosta de escrever sobre tudo: a vida, o Universo e tudo mais.

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