South Park: A Fenda que abunda força

South Park: A Fenda que abunda força

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South Park: A Fenda que abunda força começa como um bom RPG medieval, na verdade ele é uma sequência direta ao South Park:The Stick of Truth, lançado em 2014 para as plataformas da geração anterior. Como dito a pouco o jogo já inicia como um RPG onde a batalha por turnos acontece freneticamente, com todas as criançadas do bairro de nossos queridos personagens, fazendo uma bela zona na rua.

…. Na verdade não é assim que começa o jogo, primeiro aparece a animação do Eric Cartman falando que precisa proteger “ aqueles que não podem se proteger, ai conta a história dos super heróis e depois vamos para customização do personagem”. Sim isso mesmo, assim que realmente começa toda a apresentação do jogo, mas quando começam  as brincadeiras, já estamos no meio da batalha entre cavaleiros, elfos e magos, referência ao primeiro jogo e achei muito divertido, até mesmo para aprender os novos comandos e novo sistema de combate.

E essa criançada, tem uma criatividade fantástica, eu realmente não tinha tanta quando eu era criança kkkk, até um dragão de papelão eles fizeram para brincar na rua, e claro como estão na rua, tem que respeitar as regras, se passar um carro, espera um pouco e volta tudo de onde estava.

Bom, aprendido os novos comandos e feito muito o “número dois” e expelido bastante ventosidades anais ruidosos pútridos, mudamos simplesmente de brincadeiras e começamos com a temática de super heróis. Crítica interessante dos criadores Matt Stone e Trey Parker aos já saturados filmes de super heróis, (mas aqui não faremos tal críticas, pois começarão com tanto mimimi, que nem o Cartman teria tanto elogios para esses seres abençoados filhos de Onan). Surge então Cartman “do futuro” como o Guaxinim, “uma onda de criminalidade de gatos desaparecidos assola meu tempo! Eu sabia que a única esperança era reunir a equipe… Tem um  gato em perigo e ele é chave pra gente encontrar o novo sindicato do crime do futuro.” claro que tal argumento não convence ninguém a querer mudar a história da brincadeira, mas com um cala a boca aqui e com uma recompensa de U$100,00 ele convence aos seus amigos mudarem de brincadeira (o que o dinheiro não faz) e com isso cria  um grupo restrito, onde as outras crianças não poderão brincar, pois “são um bando de idiotas.

Apresentado todo o enredo assim inicia de fato o jogo, depois de uns 20 minutoss mais ou menos. O jogo faz crítica de praticamente tudo: Identidade de gênero, relações raciais, caipiras com preconceito ao garoto Cisgênero, Padres católicos amigáveis querendo conhecer uma criança melhor, fazendo-lhes massagem e tirando crucifixo dos orifícios anais para “cobrir-lhe com o amor de deus”, enfim, criticam tudo e todos, no início do jogo a dificuldade do jogo é dado pela cor de sua pele, mas como Cartman diz “Não esquenta, isso não afeta o combate… apenas todos os outros aspectos do resto de sua vida”, como já é de costume nessa série, tais críticas pegam pesado, tem gente que gosta e tem gente que não gosta, particularmente acho boa parte das piadas aceitáveis, outras nem tanto, mas sempre foi assim e não mudariam agora, afinal já f%(#% com o papa, maomé, Jesus, bebês viciadas em crack, pedofilia, virgem maria em período menstrual, o próprio Dinhoso casando Saddam Hussein, Bono Vox disputando a maior merda do mundo e assim segue a vida, e claro no jogo temos a ajuda de nossa amiga toalinha, que no desenho sempre aparece para saber se as pessoas querem ficar doidonas.

Uma das alterações significativas do primeiro jogo, é que agora não necessariamente precisamos ser um menino, em um determinado momento do jogo, realmente podemos decidir nossa opção sexual, e ali podemos decidir se somos meninos que nascemos meninos, ou meninos que pensamos ser meninas, ou o que raios melhor entender, se somos cisgênero ou transgênero, bissexual m homossexual, heterossexual ou nada, simplesmente não sabemos ainda.

A cidade em si, permanece claro a mesma que no desenho e a já apresentada no primeiro jogo, com praticamente o mesmo mapa, tendo leves mudanças de cenários, mas sem nenhum incremento que seja realmente perceptível ou digno de maiores detalhes, claro, agora existem novas casas e locais para verificarmos, mas o mapa da cidade permanece o mesmo.

O jogo está repleto de referências ao universo de super heróis da DC e Marvel e de filmes Nerds, e existe uma parte para customização dos equipamentos, tanto individuais como para a nossa equipe, algo acrescentado nesse jogo, tanto bastante opções de customização do personagem claro até certo ponto.

Graficamente achei o jogo F%#$@ralho, pois assim como em seu antecessor, usaram praticamente os gráficos do próprio desenho, então não temos dificuldade em aceitar as coisas, não mudando tanto o aspecto do desenho para o jogo, parecendo realmente um episódio interativo da série, não apresentando em momento algum travamento ou problema de performance no XBOX ONE.

O jogo tem seus deslizes, poderia ter umas piadas um pouco mais trabalhadas sem tanta ofensa, e a história é boa, mas um pouco repetitiva no combate, o que desanima um pouco. Mas a trilha sonora está ótima e a dublagem fantástica, South Park: A Fenda que abunda força, levará você a se divertir bastante, claro, isso se você gosta do gênero de RPG e principalmente de South Park.

 

Carlos Gabriel Venâncio de Oliveira

Historiador, sociólog e pesquisador da cultura brasileira e religiosa, técnico de som, montador/editor de videos, fotógrafo em horas vagas, funcionário público viciado em tecnologia, músico”barulhista”, usuário de serviços Microsoft (xbox 360, one, Windows, office, Windows Phone, etc.) e amante de filmes e jogos de ficção científica.

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