Assassin's Creed Origin

Assassin’s Creed Origins: Análise sem spoilers importantes

Análise, Consoles, Jogos

Vamos falar sobre Assassin’s Creed Origins.

A não ser que você viva embaixo de uma pedra, você já sabe que o jogo se passa no Egito Antigo, apesar de não tão antigo assim. A história se passa durante a dinastia Ptolomaica, na época em que Cleópatra é expulsa do trono por seu irmão mais novo, Ptolomeu XIII; e a adorável rainha deseja recuperar seu trono (e gente, isso não é spoiler, e sim história).

Nessa época o Egito está passando por ocupações gregas e romanas, e o povo do Egito sofre muito nessa história, sendo vítima de preconceito e racismo, e isso fica explícito em certas partes do jogo. Entra em cena Bayek de Siuá, um Medjai, que seria um protetor do povo egípcio no reino antigo. Bayek começa o jogo tentando encontrar a pessoa que matou seu filho, e acaba se deparando com uma certa organização chamada Ordem dos Anciões, que está tentando controlar o Egito, usando o faraó como um fantoche; e obviamente (pequeno spoiler aqui, viu), essa ordem é responsável pela morte do seu filho e ele resolve acabar com ela, e assim ajudar Cleópatra a recuperar seu trono.

Para alcançar seu objetivo Bayek viaja por todo o Egito, e quando eu digo todo, eu quero dizer que o mapa do jogo é grande. Provavelmente tão grande quanto o de Black Flag. Para ir de um lugar a outro é simples. Você pode ir a pé, usando usando a sua montaria (que pode ser cavalos ou camelos), usar o fast travel, ou até mesmo usar Senu, a sua águia de estimação e fiel companheira, que te ajuda a localizar objetivos, inimigos e até a caçar. Os viewpoints ainda existem, com a função de atualizar o mapa (mas não notei muita diferença de como o mapa estava antes) e aumenta a percepção da Senu, fazendo com que fique mais fácil para ela achar os seus alvos.

Origins trabalha com sistema de níveis, e cada região do mapa tem uma faixa de nível; porém você não precisa estar naqueles níveis para ir a área, mas se for, provavelmente vai ser morto bem rapidinho pelos inimigos. Para subir de nível há várias possibilidades. Completar missões, tanto as principais quanto as side quests te dão pontos de experiência; descobrir novas localidades também, e dependendo do que você ativou na árvore de habilidades (já chego nela), certos golpes e habilidades também geram pontos de experiência.

Para pessoas cujo estilo de jogo é fazer a parte principal primeiro e depois as side quests, isso não vai dar muito certo, pois vai chegar um certo ponto onde só as missões principais não vão te dar experiência suficiente para subir até o nível necessário para a próxima missão. Além disso, algumas side quests são relacionadas com as missões principais, e deixar para fazer depois  pode ficar um pouco confuso, pois todos (inclusive Bayek), agem como se o inimigo que já foi morto não estivesse morto.

Conforme você sobe de nível ou completa certos locais, você ganha pontos de habilidade que podem ser gastos em um dos três “galhos” da árvore de habilidades, que se dividem em Caçador (trabalha com habilidades de assassinato e caça, e armas de longo alcance), Guerreiro (habilidades focadas em combate) e Vidente (é aqui que habilita-se bombas de fumaça, dardos soníferos, adestração de animais selvagens e outras coisas do gênero). Existem habilidades que permitem que você equipe dois tipos de arcos e dois tipos de armas. E tem arma de tudo quanto é tipo: lanças, espadas, machados, bastões, maças, arcos (4 tipos diferentes, cada um com um tipo de disparo e função diferente). As armas podem ser compradas de ferreiros, ganhas como recompensa por cumprir missões, como loot de tesouros, ou depois de derrotar inimigos.

Crafting também é algo que é muito feito no jogo, pois a maior parte do seu equipamento é você que faz, usando materiais que consegue caçando, como loot ou até mesmo desmontando as armas mais fracas que você não está usando. (só tente não desmontar a arma errada que nem eu já fiz, por que a não ser que você tenha comprado, não dá pra recuperar, até onde sei). Todas as armas e equipamentos possuem níveis de raridade, e quanto mais rara, mais funções elas têm.

O sistema de freerunning ficou melhor em relação aos anteriores, não tem que ficar apertando tantos botões, lembrando um pouco o primeiro jogo, e ficou menos problemático realizar parkour. O modo de atacar também mudou, invés de usar o X para atacar (testamos a versão para Xone), você usa o RT ou RB dependendo do tipo de ataque. Para defesa é usado o LB. Para quem estava acostumado com as versões anteriores, no começo vai sempre na tecla errada, mas depois acostuma.

Claro que aparecem os famosos erros às vezes: missões que travam e depois de um tempo ou  de reiniciar o jogo você consegue fazer, o assobio para chamar a montaria que às vezes não sai som ou NPCs que “travam”. Porém muita coisa já melhorou depois do primeiro patch, apesar de ainda acontecer alguns erros em side quests e o assobio ainda não funcionar às vezes.

Para quem gosta de explorar os ambientes (que nem eu), esse jogo é um prato cheio. Você pode explorar pirâmides, a esfinge, desertos, oásis. A Ubisoft conseguiu reproduzir muito bem as belezas do egito, o cenário é lindo. Você pode, inclusive, tirar fotos usando o modo fotografia (aperte as alavancas analógicas para abrir o mesmo). Em certas partes do cenário até tem problemas nas texturas, mas no geral, as imagens são muito bem feitas.

Achei que o jogo entrega o que promete, e valeu muito a pena a espera, pois o jogo está muito bom. Fazia tempo que não me divertia assim jogando Assassin’s Creed.

Celina Campos

Médica, viciada em livros, filmes, séries, jogos e mangá.

Share on Facebook0Share on Google+0Tweet about this on TwitterShare on VKShare on LinkedIn0Pin on Pinterest0Share on Tumblr0Share on Reddit0Email this to someoneBuffer this pageFlattr the authorShare on Yummly0Share on StumbleUpon0Digg thisPrint this page