AMD Ryzen 5

Processadores Ryzen 5: Vale a pena?

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A AMD enviou-nos para testes os processadores RYZEN 5 modelos 1400 e  1600, além dos demais produtos para testes como memórias RAM e placa mãe. Todos os produtos vieram para testes e foram devolvidos (infelizmente), mas tivemos tempo para realizar alguns testes no equipamento e deixaremos aqui nossa visão sobre o produto.

Após o lançamento da família RYZEN 7, a empresa em meados de abril desde ano (2017), lançou essa nova linha de processadores intermediários, e com o devido tempo desde seu lançamento atualizações foram feitas com companhias parceiras, para aperfeiçoamentos das BIOS e dos Sistemas Operacionais e demais otimizações para que o mesmo obtivesse desempenho satisfatório, já que em seu lançamento assim como ocorre agora com os Ryzen Threadripper, eles ficaram abaixo do esperado, mas muito por falta das otimizações como referido há pouco.

Outro ponto negativo desde seu lançamento (que sinceramente não consigo entender o mercado nacional) foi o preço apresentado aqui no Brasil. A AMD sempre foi conhecida por apresentar-nos produtos competitivos e com ótimo custo por desempenho, e aqui no Brasil sempre agradou o mercado pelo seu custo/benefício, algo que por algum motivo em seu lançamento (talvez por falta de importadores, tanto da linha de processadores como de placas mães, além claro da falta de vergonha na cara destes) não aconteceu bem assim. Um processador considerado intermediário chegando a preços superiores a R$ 1.400 (um mil e quatrocentos reais, sendo que lá fora seus preços variavam de US$169 a US$249) sem contar os preços de suas placas mães que pelo preço cobrado deveria passar, cozinhar e ainda quitar o meu IPTU dos próximos 2 anos, todavia, isso também deveu-se a falta de concorrência nas importações dos produtos e pela inaptidão dos consumidores questionarem o preço que chegava a enxovalhamento.

Mas exposto todo esse ranço do peito, e agora o processador sendo comercializado pelo seu devido valor, vamos às avaliações técnicas do produto.

Depois de muitos anos a AMD lançou sua nova geração de processadores com microarquitetura nova denominada Zen, já que a última grande atualização no mercado de processadores da AMD veio com a arquitetura BULLDOZER, das linhas de processadores FX e desde então nã havia lançado nada de novo no mercado, mas além de mudar o nome da arquitetura ela também renovou com o soquete o atual AM4, que visa atender toda a nova geração de processadores AMD sendo estes Ryzen, Athlon ou Série A, em um soquete unificado, o que leva ao consumidor escolher apenas o processador que irá utilizar, uma vez que a placa mãe poderá ser reutilizada para qualquer módulo processual. A linha Ryzen 5 foi lançado para concorrer com os processadores intermediários, ou diretamente com os processadores da família Intel I5.

Os Modelos recebidos levam as seguintes características:

 

Processadores RYZEN 1400 RYZEN 1600
Núcleos 4 6
Threads 8 12
Clock 3,2 GHz 3,2 GHz
Max Clock 3,4 GHZ 3,6 GHz
Cachê L3 8MB 16MB
CMOS 14nm 14nm
Versão do PCI Express PCIe 3.0 PCIe 3.0
TDP 65W 65W
Canais de Memória dual-channel dual-channel
Suporte DDR DDR4 máxima de 2667MHz* DDR 4 máxima de 2667MHz*

Ambos os modelos possuem a tecnologia Simultaneous Multithreading (SMT) o que nada mais é, do que uma tecnologia similar ao que a Intel vem utilizando desde 2002 com o Hyper-Threading. Para cada núcleo físico do processador o SMT entrega um núcleo virtual a mais, fazendo assim que o sistema operacional reconheça sempre o dobro de núcleos físicos presentes.

 

Além das mudanças na arquitetura do processador que antes fabricados em 32 nm “FinFET” agora são fabricados em 14nm “FinFET”, e como é comum de uma geração para outra com essa mudança, estes processadores prometem maior eficiência energética, e eles também modificaram o soquete, saindo do AM3, AM3+ para o AM4, que embora esse soquete suporte processadores com vídeo integrados como é o caso dos processadores das linhas Athlon ou Série A, os processadores não vem com este recurso, assim como os antigos processadores da linha FX.

 

Mas deixando de lado toda a especificação técnica de lado, não que não seja necessário, mas como o processador já encontra-se no mercado a tempo o suficiente, muitas dessas informações podem ser obtidas diretamente no site do fabricante ou em sites parceiros da mesma. Vamos direto para a verificação do produto e comparação com os nossos equipamentos e ver se realmente essa nova linha de processadores valem a pena.

TESTES

Como dito no início a AMD enviou-nos dois processadores e demais componentes para que pudéssemos testá-las de fato, fizemos estas avaliações nos dois processadores com os mesmos programas para TRABALHO e alguns jogos para nossa diversão. Infelizmente para comparação não tínhamos os modelos concorrentes da sétima geração então fizemos uma comparação com o modelos que possuíamos em mãos da 4ª geração de processadores Intel o I5 4570 e o i7 4770 e entre os modelos Ryzen testados, tivemos mais tempo para comparação com o modelo Ryzen 1600 que será o nosso foco aqui.

 

Processadores I5 4570 I7 4770
Núcleos 4 4
Threads 4 8
Clock 3,2 GHz 3,4 GHz
Max Clock 3,6 GHZ 3,9 GHz
Cachê L3 6MB 8MB
CMOS 22nm 22nm
Versão do PCI Express PCIe 3.0 PCIe 3.0
TDP 84W 84W
Canais de Memória dual-channel dual-channel
Suporte DDR DDR3 máxima de 1600MHz DDR 3 máxima de 1600MHz*

 

PLACAS MÃES:

i5 I7 ryzen 5
ASRock Z97M Pro4 Gigabyte GA-H97M Gaming 3 MSI B350 TOMAHAWK

MEMÓRIA RAM

 

i5 I7 ryzen 5
16GB DDR 3 (2×8) Hyper X Fury 1600MHz 16GB DDR 3 (2×8) Smart 12800e 16GB DDR4 (2×8) Geil Evo X Rgb

PLACAS DE VÍDEOS

 

NVIDIA ATI
GTX 750 tI / QUADRO K4000 R9 270X / FirePro W5100

SISTEMA OPERACIONAL E HD

Em todos os casos usamos o sistema operacional Windows 10 Pro 64 bits, armazenados em SSD com todas as atualizações. Optamos por dois modelos de HDs, já que fizemos algumas comparações em tempo real, facilitando assim também com os drivers.

 

processadores AMD processadores Intel
SSD Kingston V300 SSD Western Digital Green

 

Outro método que pode ser questionado aqui, mas que damos total liberdade para discussão é a forma avaliativa de desempenho. Usamos dos Benchmarks com o único interesse em adquirir números de referência simbólica para comparação entre os equipamentos, que consiste em um software que realiza testes padrões de desempenho em diversos recursos a fim de chegar a uma média da performance do equipamento sobre o estresse de cálculos matemáticos determinados. Ou seja, ele trata de forma única cada uma das peças, como o processador ou a placa de vídeo, aplicando uma bateria de avaliações de acordo com a sua função. A ideia é levar cada componente até os seus limites para, em seguida, obter uma média de desempenho em todas as avaliações. Depois, tudo é mensurado em pontos para que você consiga checar a classificação obtida. Além disso, muitos programas permitem que você possa realizar uma comparação do potencial do seu PC com a pontuação obtida por outros computadores ou peças. Isso permite que você identifique, por exemplo, qual placa de vídeo apresenta melhor desempenho em determinados testes.

Existem vários softwares no mercado que poderíamos ter usados mas optamos por aqueles que estão mais fáceis de serem acessados também pelos nossos leitores, sendo os programas CPU – Z, CPU – M e AIDA 64 Extreme. Para chegar aos resultados finais rodamos as ferramentas de Benchmarks três vezes em cada processo e posteriormente somamos e dividimos estes para chegarmos ao número apresentado (todavia aqueles que procuram por Benchmarks mais específicos, recomendamos sites terceiros especializados no assunto como Tom’s Hardware e outros, facilmente encontrados em seu buscador preferido)

P: Mas cadê todos aqueles testes sintéticos que tantos outros sites demonstram para que eu possa ser convencido a comprar o produto?

R:Não tem, por quê simplesmente não nos interessa fazer, e não estamos lhe vendendo nada apenas mostrando ele como se sai em uso real.

Outro teste realizado por nós foi o de renderização de um vídeo para nosso canal no youtube. O teste consiste em um projeto de 10 Minutos de duração em Full Hd, ou seja, 1920×1080 em 29,97qps em formato H.264 com taxa de bits fixa em 30Mbps e áudio em 44Khz com codec AAC. Além disso nosso projeto possuía correção de cores com 3 mascaras, 4 efeitos em After Effects e 2 assinaturas digitais criadas pelo Photoshop.

O tempo estimado de renderização desse projeto utilizado pelo Encorder CC 2017 usando apenas processador com “Mercury Playback Engine Software Only” foi de 00:15:40h com o I5, 00:09:38h com o I7 e  00:08:47h com o Ryzen, Essa melhora significativa de desempenho em cima do I7. claro além da geração tecnológica acreditamos ser por causa do maior número de núcleos físicos e virtuais que o Ryzen possui, o que é muito utilizado nesses estilos de software de edição, como Premiere, Vegas, Kdenlive, Avidemux, Filmora, Blender e tantos outros

Coloquei o processador a prova também na criação de áudio, alguns podem dizer vir com mimi de que na criação de áudio não se utiliza muito do poder do processador. Bom para esses eu digo que se usa sim, não tanto como na edição de vídeo, mas se usa sim, ainda mais quando vc tem vários projetos a parte com muitas pistas, instrumentos virtuais e plugins locais. E como era de se esperar ele saiu-se muito bem, confesso que notei em minha DAW uma melhora na performance,mínima mais perceptível quando utilizado minhas VSTs em diversas pistas.

 

Mas e ai, cadê o jogos?

Então para quem esperava o resultado de testes para jogos, infelizmente não foi realizado por mim. E os motivos são simples.

Primeiro: Nossas placas de vídeos para jogos são bem simples, na verdade testamos os processadores em jogos que temos aqui, mas não o analisamos ou preferimos não mostrar seus benchmarks e resultado de testes, pois nossos limitantes são as nossas GPUs (aceitamos doações de placas melhores)

Segundo: Tempo. Como o processador veio para análise com tempo de devolução e temos outros afazeres no cotidiano, resolvemos focar no seu desempenho mais voltado para o uso corporativo e cotidiano mesmo

Terceiro e último: existem inúmeros sites de mídia especializada com equipamentos por nós inimagináveis de adquirir que fizeram testes dele com jogos, e nós sempre focamos nossas análises em ajudar aquele perfil de consumidor intermediário. Então deixamos as análises de jogos para essas outras empresas.

E ai, vale?

Demorei para fazer esse textos para vocês pois realmente não valia a pena, em seu lançamento. Hoje esses processadores estão com preços muito competitivos abaixo dos mil reais sendo que nessa faixa de preço você adquire um ótimo Ryzen 7.

Sim vale a pena hoje em dia a aquisição desses processadores. Sempre indiquei a AMD para todos que conheço como ótimo custo/benefício e hoje esses processadores realmente valem o seu investimento.

Além de nos entregar ótimo desempenho para trabalhos pesados como renderizações diversos e desempenho mais que aceitável em jogos essa nova linha de processadores trazem também algo que há muito não víamos no mercado de tecnologia CONCORRÊNCIA. Somente da AMD aparecer com esses processadores e fazer com que a Intel rebolasse a … para entregar novos produtos com mais desempenho e sair da zona de conforto dela já é um bom motivo para respeitarmos essa empresa, porém com as últimas atualizações e conforme as demais empresas desenvolvem novos recursos e serviços para os Ryzen, acredito que ainda teremos ótimas notícias vindas da AMD.

Carlos Gabriel Venâncio de Oliveira
Historiador, sociólog e pesquisador da cultura brasileira e religiosa, técnico de som, montador/editor de videos, fotógrafo em horas vagas, funcionário público viciado em tecnologia, músico”barulhista”, usuário de serviços Microsoft (xbox 360, one, Windows, office, Windows Phone, etc.) e amante de filmes e jogos de ficção científica.
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